Liturgia diária › 24/11/2017

6ª feira da 33ª Semana do Tempo Comum

Sto. André Dung-Lac Presb e Comps. Mts, memória

1ª Leitura – 1Mc 4,36-37.52-59

Celebraram a dedicação do altar,
oferecendo com alegria holocaustos.

Leitura do Primeiro Livro dos Macabeus 4,36-37.52-59 36

Naqueles dias, Judas e seus irmãos disseram: ‘Nossos inimigos foram esmagados.
Vamos purificar o lugar santo e reconsagrá-lo’.
37 Todo o exército então se reuniu
e subiu ao monte Sião.
52 No vigésimo quinto dia do nono mês, chamado Casleu,
do ano cento e quarenta e oito,
levantaram-se ao romper da aurora,
53 e ofereceram um sacrifício conforme a Lei,
sobre o novo altar dos holocaustos
que haviam construído.
54 O altar foi novamente consagrado ao som de cânticos,
acompanhados de cítaras, harpas e címbalos,
na mesma época do ano e no mesmo dia
em que os pagãos o haviam profanado.
55 Todo o povo prostrou-se com o rosto em terra
para adorar e louvar a Deus
que lhes tinha dado um feliz triunfo.
56 Durante oito dias celebraram a dedicação do altar,
oferecendo com alegria holocaustos
e sacrifícios de comunhão e de louvor.
57 Ornaram com coroas de ouro e pequenos escudos
a fachada do templo.
Reconstruíram as entradas e os alojamentos,
nos quais colocaram portas.
58 Grande alegria tomou conta do povo,
pois fora reparado o ultraje
infligido pelos pagãos.
59 De comum acordo com os irmãos
e toda a assembléia de Israel,
Judas determinou que os dias da dedicação do altar
fossem celebrados anualmente com alegres festejos,
no tempo exato, durante oito dias,
a partir do dia vinte e cinco do mês de Casleu.
Palavra do Senhor.

Salmo – 1Cr 29,10. 11abc. 11d-12a. 12bcd (R. 13b)

R. Queremos celebrar o vosso nome glorioso.

10 Bendito sejais vós, ó Senhor Deus, +
Senhor Deus de Israel, o nosso pai. *
desde sempre e por toda a eternidade! R.

11a A Vós pertencem a grandeza e o poder +
11b toda a glória, esplendor e majestade, *
11c pois tudo é vosso: o que há no céu e sobre a terra! R.

11d A vós, Senhor, também pertence a realeza, +
pois sobre a terra, como rei, vos elevais! *
12a Toda glória e riqueza vêm de vós! R.

12b Sois o Senhor e dominais o universo, +
12c em vossa mão se encontra a força e o poder, *
12d em vossa mão tudo se afirma e tudo cresce! R.

Evangelho – Lc 19,45-48

Fizestes da casa de Deus um antro de ladrões.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 19,45-48

Naquele tempo:
45 Jesus entrou no Templo
e começou a expulsar os vendedores.
46 E disse: ‘Está escrito:
‘Minha casa será casa de oração’.
No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões.’
47 Jesus ensinava todos os dias no Templo.
Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo
procuravam modo de matá-lo.
48 Mas não sabiam o que fazer,
porque o povo todo ficava fascinado
quando ouvia Jesus falar.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Lc 19, 45-48

Hoje, o gesto de Jesus é profético. À maneira dos antigos profetas, realiza uma ação simbólica, cheia de significado face ao futuro. Ao expulsar do templo os mercadeiros, que faziam negócio com as vítimas destinadas a servir de oferenda, e ao indicar que «a casa de Deus será casa de oração» (Is 56,7), Jesus anunciava a nova situação, que Ele vinha inaugurar, em que os sacrifícios de animais já não tinham lugar. São João definirá a nova relação de culto como uma «adoração ao Pai em espírito e verdade» (Jn 4,24). A figura deve dar lugar à realidade. Santo Tomás de Aquino dizia poeticamente «Et antiquum documentum / novo cedat ritui (Que o Antigo Testamento ceda o lugar ao Novo Rito)».

O Novo Rito é a palavra de Jesus. Por isso, São Lucas associou à cena da purificação do templo a apresentação de Jesus, nele pregando cada dia. O novo culto centra-se na oração e na escuta da Palavra de Deus. Mas, na realidade, o centro do centro da instituição cristã é a própria pessoa viva de Jesus, com a sua carne entregue e o seu sangue derramado na cruz e oferecidos na Eucaristia. Também Santo Tomás o destaca de modo muito belo: «Recumbens com fratribus (…) se dat suis manibus» («Sentado à mesa com os irmãos (…) dá-se a si mesmo com as suas próprias mãos»).

No Novo Testamento, inaugurado por Jesus, já não são necessários nem bois nem vendedores de cordeiros. Tal como «todo o povo ficava fascinado ao ouvi-lo falar» (Lc 19,48), também nós não temos de ir ao templo para imolar vítimas, mas para receber Jesus, o autêntico cordeiro imolado por nós, de uma vez para sempre (cf. He 7,27), e para unir a nossa vida à de Jesus.

Colaboração: Padre Adriano Francisco da Silva, IVE

Fonte: CNBB