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Papa: onde existem crianças e jovens há futuro, alegria e esperança
Vatican News › 26/09/2018

O Pontífice foi acolhido pelo administrador apostólico de Tallinn, pelo pároco da catedral, pela madre superiora das Missionárias da Caridade e por uma família com nove filhos ajudada pelas religiosas de Madre Teresa de Calcutá.
Na tarde desta terça-feira (25/09), o Papa Francisco encontrou-se com as pessoas assistidas pelas obras caritativas da Igreja, na Catedral dos Santos Pedro e Paulo, em Tallinn, na Estônia.
O Pontífice foi acolhido pelo administrador apostólico de Tallinn, pelo pároco da catedral, pela madre superiora das Missionárias da Caridade e por uma família com nove filhos ajudada pelas religiosas de Madre Teresa de Calcutá.
Francisco agradeceu a todos pelo acolhimento e a Marina e a Vladimir por terem partilhado o que trazem em seus corações.
Calor de estar em família
“Antes de mais nada, quero congratular-me com você, Marina, e com seu marido pelo belíssimo testemunho que nos deram. Vocês foram abençoados com nove filhos, com todo o sacrifício que isso implica como vocês nos fizeram notar. Onde existem crianças e jovens, há muito sacrifício, mas sobretudo há futuro, alegria e esperança. Por isso, é reconfortante ouvi-los dizer: «Damos graças ao Senhor pela comunhão e o amor que reina em nossa casa».”
“Nesta terra, onde os invernos são duros, não lhes falta o calor mais importante: o da casa, o que nasce de estar em família. Com discussões e problemas? Sim, mas com o desejo de prosseguir juntos. Não se trata de palavras bonitas, mas de um exemplo claro.”
“Obrigado por terem partilhado também o testemunho dessas Irmãs que não tiveram medo de sair e ir aonde vocês se encontravam, para serem sinal da proximidade e da mão estendida do nosso Deus”, disse ainda o Pontífice.
Fé missionária
Segundo Francisco, “quando a fé não tem medo de deixar as comodidades, de se envolver e tem a coragem de sair, consegue manifestar as palavras mais bonitas do Mestre: amem-se uns aos outros assim como eu amei vocês. Amor que rompe as cadeias que nos isolam e separam, construindo pontes; amor que nos permite construir uma grande família onde todos nos podemos sentir em casa, como nesta casa. Amor que é capaz de compaixão e dignidade”.
“A fé missionária vai, como essas Irmãs, pelas estradas de nossas cidades, de nossos bairros, de nossas comunidades, dizendo com gestos muito concretos: você faz parte da nossa família, da grande família de Deus onde todos nós temos um lugar. Não fique fora”, sublinhou.
Despertar o coração
O testemunho de Vladimir foi definido pelo Papa como um “milagre”.
“Você encontrou irmãos e irmãs que lhe deram a possibilidade de despertar o coração e ver que, a todo o momento, o Senhor o procurava incansavelmente para vesti-lo de festa e celebrar porque cada um de nós é o seu filho predileto. A maior alegria do Senhor é nos ver renascer, por isso nunca se cansa de nos conceder uma nova oportunidade. Por este motivo, são importantes os laços, sentir que pertencemos uns aos outros, que toda a vida tem valor e que estamos prontos a gastá-la para a fazer valer.”
Prosseguir criando laços
O Papa os “convidou a continuar criando laços, a sair pelos bairros dizendo: você também faz parte da nossa família. Jesus chamou os discípulos; e ainda hoje chama cada um de vocês, queridos irmãos, para continuarem semeando e transmitindo o seu reino. Ele conta com a sua história, a sua vida e as suas mãos para percorrer a cidade e partilhar a mesma realidade que vocês viveram. Ele pode contar com vocês?”
Francisco abençoou todas as pessoas ali presentes a fim de que “o Senhor continue fazendo milagres através de suas mãos”.
Por Vatican News
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